Almoço de aniversário

Foi uma festa diferente. Fiz a moqueca, o arroz, o pirão. Fiz a limpa na cozinha e recebi meus pais, meus sogros, duas tias e um tio, um cunhado, a concunhada e o sobrinho. Estavam ainda minhas meninas e meu amado. Foi uma tarde gostosa demais. 

Sentamos, comemos, rimos e conversamos até o cair da tarde. Comi para celebrar. Comi para raspar o prato. Comi para ajudar a acabar com o excesso da comida e ainda sobrou para mais três almoços!

A comida é um orientador, um conforto, uma festa e uma companhia, enquanto não tenho uma orientação que me leve para além dela. Um desafio também. E uma bênção.

Cada vez que penso sobre minha maneira de me alimentar, me sinto diferente, de um jeito bom. Escrever um blog expondo essa dificuldade e esse desafio tem me transformado em uma pessoa muito melhor, mais consciente e com um propósito diferenciado.

Entender o mecanismo da alimentação é, de certa forma, observá-lo e, depois disso, realizar uma análise sobre essa dinâmica. É o que tenho feito. A cada vez que me alimento, estou perguntando para mim: "qual a função de enfiar isso daí goela abaixo? Fome, raiva, frustração, desejo, gula?". Depois que respondo, com sinceridade, procedo. Ainda como tudo, até quando a resposta é gula. Mas a mastigação já vem diferente... com um pouco menos de prazer e mais sobriedade dada a averiguação. 

Acho que  fazer essa pergunta e perceber como meu corpo se comporta depois da resposta (ansioso, com raiva, etc) é um medidor muito interessante. Estou começando a perceber uma mudança, uma certa sobriedade em avaliar e validar minha ingestão alimentar.

Preciso de um plano nutricional que siga essa linha de raciocínio, mas ainda não encontrei o profissional que vai dar conta de embarcar nessa comigo. Abandonei a última nutricionista e não a substituí com alguém diferente. Esse é o próximo passo.

E depois, terapia. 

A bem da verdade, creio que essa ordem precisa ser invertida.

Cogito, ergo, recogito.


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