Terceiro dia digno de nota

É curioso como parece funcionar meu mecanismo de emagrecimento. Por conta da compulsão, existe um entendimento dentro de mim que prega o seguinte: se eu não puder comer no volume que eu quero, então é melhor nem começar. 

Nesta manhã, por exemplo, eu quis um copo de café com leite gelado, sem açúcar. Estaria tudo bem, se eu não fizesse questão de um copo de 700ml. Ora, tomar uma xícara regular (140ml) de café com leite, para meu entendimento, é como comer uma uva passa e agradecer pela refeição. Uma piada pronta. Uma mentira.

Saí de casa sem o café com leite. Bebi água. Muita água. já uns dois litros e meio hoje e não chegamos ainda às três da tarde. O café com leite me assombrou um bocado antes de cair no esquecimento, mas é que, realmente, uma xícarazinha daquelas seria maldade. Seria oferecer uma colherada de brigadeiro para um compulsivo dentro de uma festa de aniversário: é claro que, em termos nutricionais, aquilo fazia sentido. Ser comedido, alimentar-se de coisas coloridas, cheias de fibras e nutrientes, diminuir sua ingestão de ultraprocessados e açúcares tal e pá. Mas ceifar o meu  café com leite justamente em sua majestosidade volumétrica... isso foi um  golpe certeiro. E golpes certeiros são marcos de sobrevivência ou desistência.

Espero conseguir passar desta, e parar de tomar a bebida, antes de bochechar aquela amostra grátis que a nutricionista disse que eu poderia beber. Francamente.

Hoje  a reflexão vai ser curta e grossa. Do jeito que eu posso tomar café. E eu estou sem vontade nenhuma de passar pano para essa notícia.

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