A chipa e suas calorias maravilhosas

 Eu não estou seguindo uma dieta baseada em calorias. Pelo contrário: é um cardápio que tem como foco a qualidade do alimento e a distribuição bem feita das refeições, para que não haja fome excessiva especialmente no fim do dia. 

Mas hoje a coisa foi diferente. Eu saí de casa de jejum e, às nove e meia da manhã, já estava descontrolada de fome. E o supermercado fica na esquina do meu consultório. Receita para o desastre.

Comprei três chipas lindas. Crocantes por fora. Macias por dentro.

Depois de comê-las, uma a uma, quase apressada, não senti culpa. Por hora, só a tristeza me veio, como parte de um cenário oco, estranho. A sensação de que não haveria saída para meu emagrecimento estava latejando em minhas têmporas. 

Eu quis chorar. Quis telefonar para a nutricionista e pedir ajuda. Quis fazer uma bariátrica, um quebranto, uma promessa. Alguma coisa interna me sabotava com uma força imensa, como um mar ressaqueado que arrasta tudo e arrebenta a beira da praia, furioso.

O fim de semana se aproximava e eu sabia que deveria me controlar. Só não sabia como.



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