a dor de cabeça providencial
O primeiro dia da dieta sempre traz dor de cabeça. Hoje, depois de uma xícara de café com leite e nenhum pãozinho pra acompanhar, é exatamente isso que estou sentido.
Nada a ver com o fato do medo de começar uma restrição (porque eu não estou pensando em começar uma restrição): penso que meu caso seja mesmo um grito do corpo, que já está viciado em comer errado e demais.
Enquanto espero uma eternidade para ser atendida na concessionária, penso no pão de queijo da padaria Pão e Cia, nas chipas do mercado ao lado do meu consultório, em uma lata gelada de energético. Queria tudo isso agora. Paciência.
Penso que a necessidade de construção de outros focos de importância é imperativo para dissipar essa tara imensa que percebo em mim em relação à alimentação.
Mas não podem ser qualquer foco. É necessário um foco que me entregue prazer, que me garanta alegria, gozo, felicidade, desafio positivo. Um foco de garantia de que viver vale a pena e que é bom demais.
Hoje, não vou mentir, estou com dificuldades em encontrar esses sentimentos em coisas construtivas. Amo meu trabalho, amo minhas filhas e meu marido. Mas tudo isso parece se construir em torno de mim, não dentro. Nenhum deles toca aquele lugar de criação e realização que mora no meu cerne, no centro. Parece cruel ouvir o que acabei de dizer, mas é um fato: se eu tivesse escrevendo um livro, por exemplo... ou criando um curso online... ou sentindo que estou no controle sobre a organização da minha casa; fechando portas antigas e cultivando novos sonhos e afazeres diários.
Um dia de cada vez, não é? Mas o turbilhão de ansiedade que sinto, somado ao tanto que me automatizo para me segurar e manter a vida, contribuem imensamente para o acúmulo do peso e a dificuldade em me levar à escassez daqueles alimentos que me fazem sentir o hit de dopamina necessário para não cair na depressão profunda.
Estou deprimida, então?
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